04 junho 2007

Indisciplina escolar

Tenho cerca de 20 anos de magistério. Já ministrei cursos do fundamental (básico) ao ensino superior. Prefiro entre todos os níveis o ensino médio, mas não na "escola... normal" e sim no ensino pré-vestibular, os famigerados "cursinhos" por uma simples e pragmática razão: eles não estão inseridos dentro da legislação do MEC, são "cursos livres", assim como corte e costura, jiu-jitsu etc. No entanto, não estão livres do "politicamente correto" nada podendo fazer contra os desmandos do ECA.
Nossos ilustres representantes políticos nada ou pouco fazem ao respeito. Me digam qual político, mesmo em época pré-eleitoral, apresenta sólida proposta educacional ou sequer um projetinho? Não existe, simplesmente. É por estas e outras que somos um país com "síndrome macunaímica", no qual teorias pedagógicas (de quem pouco ou nunca enfrentou uma sala de aula com dezenas de adolescentes, diga-se de passagem) se apega à dicotomias como professor-opressor/aluno-oprimido ...e vocês já sabem de onde vêm este lixo... Mas, verdade seja dita, a indisciplina que grassa atualmente tem grande responsabilidade nos próprios professores que quando se encontram para discutir "educação" se limitam à demandas e propostas sindicais de aumento salarial. É como se para combater o crime bastasse aumentar o salário de policiais, sem combater a corrupção dentro da instituição. No caso, nossa corrupção educacional se dá pelo apego à "pedagogia do oprimido" em que um dos maiores ícones é um picareta de marca maior chamado Paulo Freire...

4 comentários:

Glória disse...

Que desrespeito e ignorância falar assim de Paulo Freire, um dos maiores educadores brasileiros. E vir de uma (suposta)educadora...

a.h disse...

Pois é, sentamos em diferentes bancos na praça... um sujeito que ensina o alfabeto aos trabalhadores rurais com termos como "luta", "revolução" não te sugere nada?

Desrespeito parte de professores que abdicam de ensinar verdadeiramente para partir para esta doutrinação barata.

À propósito, não sou "educador". Quem educa (ou assim deveria) são os pais, sou é PROFESSOR.

Anônimo disse...

A sociedade mudou ... talvez você não tenha percebido isso... A família mudou e querendo ou não o verdadeiro professor tornou-se um EDUCADOR e além dele todos os que fazem parte do espaço escolar: pais e funcionários da escola. Utopicamente queremos os pais envolvidos no processo, mas talvez você não conheça tão bem o processo educacional e por isso opta por cursinhos, uma vez que quem está lá percebeu que necessita de maiores informações e você apenas as complementa.
Sabemos que pensadores existem e você tem o direito de falar o que quer em qualquer contexto, entretando UM Educador conseguiu o que nenhum outro em nosso país e o pior, suas idéias são divulgadas e estudadas em outros países, pois Brasileiros dão valor ao que é do outro e quando nos deparamos pensadores brasileiros... muitos pensam como você que deve importar idéias... Não há como fugir, quando estamos na escola SOMOS TODOS EDUCADORES.

a.h disse...

Corajoso ANÔNIMO,

Eu optei por "cursinhos" porque lá é que se dá o verdadeiro ENSINO. Pois, EDUCAÇÃO VÊM DE CASA.

"APENAS COMPLEMENTA" o conhecimento em pré-vestibulares?! Oh, GIVE ME A BREAK! Nós temos que arrumar as cagadas que vocês, professores ideologizados cheios de verborréia pedagógica tentam enfiar na cabeça dos alunos!

E, me responda, a "sociedade mudou" para melhor na questão educacional??? CLARO QUE NÃO! E teus pedagogos são, em grande parte, responsáveis por isto, sim senhor.

E, dentre aqueles, são os marxistas rasos como Paulo Freire que criaram as bases para a atual deturpação do ensino. Não há mais preocupação com ensino clássico, nem com o legado da cultura ocidental graças à patetice cultuada como "metodologia de ensino" de gente como PFreire.

ANÔNIMO, não sei qual tua área, mas te desafiaria, se o conhecesse, a segurar uma turma de 200 alunos (ou mais) mantendo-a INTERESSADA. Eu, com meus "esquemas" e tu com tua pedagogia.

Eu te veria sair chorando da sala...