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10 julho 2011

Dicas para ser um Intelectual de Boteco

Não é raro toparmos com o conhecido "intelectual de bar". Creio que qualquer um já conheceu essa figura. Pensando nela, elaborei essa lista que, embora um pouco desordenada, é bastante realista: 1-Seja um apreciador devoto de bares, cafés e restaurantes, ao ponto de vê-los não só como sítios para refeições e conversas leves, mas como também ideais para a formação intelectual;

18 setembro 2009

Vivamos, nós que estamos vivos!

Passeei ontem pelo Cemitério da Consolação, em São Paulo. É uma galeria de arte - da mais fina arte - a céu aberto, e era precisamente isso o que eu visitava.
Claro que a dor dos parentes congelada nas estátuas de bronze e mármore sobre criptas de cem, cento e cinquenta anos de idade, torna o passeio abalador no bom sentido, sem falar no inusitado silêncio em um bairro movimentado de São Paulo, na ausência de semoventes fora eu, minha filha e uns passarinhos que pareciam cantar repetidamente "es-que-le-to" (que espécie será?), nos ciprestes romanos que conferem um quê de Porta do Hades ao local, no cheiro de cravo de defunto, na vegetação rasteira que, com paciência, vai tomando conta dos túmulos menos visitados, e sem falar em toda aquela pedra, o material "eterno" escolhido pelas efemérides humanas que têm esperança de também ser eternas...
É mais comovente essa vã esperança traduzida nos túmulos e nas ebúrneas figuras desesperadas do que a própria dor sentida pelos entes que ficaram ou pelo destino dos que partiram, já que, afinal, é o destino de tudo o que vive.
Humano, demasiado humano. Passei a achar cemitérios desse tipo, tradicionais, mais bonitos e inspiradores quando neles vi apenas o seu lado humano - que é o único que há. Nada disso se sente no Campo da Esperança, esta porcaria espartana daqui de Brasília, onde só há cerrado, cruzes toscas, fotos esmaecidas e velas, os três últimos o que de pior pode haver em um cemitério - depois do corpo de um conhecido, claro!
Vivamos - e vivamos bem -, nós que estamos vivos...

05 agosto 2009

Sobre Olavo de Carvalho

Quem acompanha esse blog há mais tempo ou já se deu ao trabalho de vasculhar os arquivos já percebeu como o filósofo, jornalista e professor Olavo de Carvalho é uma presença constante. Eu diria mesmo que é absolutamente fundamental. Explico o porquê.

22 maio 2009

O Homem no Leme

Não resisto em postar na íntegra essa entrevista, que recebi por e-mail:

19 setembro 2008

Doutrinação Vermelha em Portugal‏

O nº 228 da revista Sábado (para variar, comento as notícias com atraso) trouxe uma interesatísima reportagem sobre como os livros escolares de História portugueses ocultam os massacres comunistas, promovem o anti-americanismo e condenam o capitalismo. Não consigo deixar de ver aí um interessante paralelo com a reportagem "Prontos para o Século XIX", que a revista Veja publicou, salvo me engano, no mês passado no Brasil.

27 agosto 2008

Book Review: "O Ocidente e o Resto", de Roger Scruton

Desde 2001, mais precisamente desde 11 de Setembro de 2001, o terrorismo islâmico passou a ocupar um lugar destacado no noticiário político internacional, bem como tornou-se um tema cada vez mais comum a analistas políticos internacionais e especialistas em direito internacional público. Não que o tema até então fosse ignorado; quase todas as notícias que vinham do Oriente Médio envolviam o terrorismo islâmico, e muitas teses e livros já foram escritos sobre o conflito árabe-israelense. Mas o ataque às Torres Gêmeas deu uma nova perspectiva aos ocidentais sobre o assunto. Nunca antes fomos atingidos de maneira tão crua, nem mesmo nos ataques do Setembro Negro de Munique. Entender o movimento político islâmico, e não apenas a religião islâmica, passa a ser vital para a compreensão do mundo contemporâneo. O filósofo britânico Roger Scruton se propõe a dar um contributo a isto em seu livro O Ocidente e o Resto.

27 janeiro 2008

Alguns comentários (e muitas incertezas)

Minha recomendação é a seguinte: sempre que ouvirem falar sobre Hugo Chávez, FARC, cultura e política interna e externa dos EUA, aquecimento global/meio-ambiente, tapem os ouvidos, desliguem a televisão e informem-se nessa maravilha que é a internet através de sites gabaritados no assunto. Um pouco de sabedoria bíblica e leitura de, pelo menos, umas 50 páginas por dias em livros da área irão ajudá-lo a encontrar algumas respostas. Eu tento seguir a trajetória aqui descrita e garanto: estou muito longe de concluir muitos assuntos que a mídia nacional já deu por encerrado.

05 janeiro 2008

Ah, os imparciais...

Nos tempos em que os homens tinham um mínimo de brio, conseguiam respeitar o ponto de vista do outro, sem se magoar e posar de “ofendida” - pois sabiam que ser um homem autêntico é ter uma autonomia moral e intelectual que poderia levá-los a defender posições que nem sempre seriam populares - poucos se importavam com a tal “imparcialidade”.

22 novembro 2007

Adeus às esmolas

Assim como o estatismo comprovou-se nulo ao desenvolvimento social sustentável, aquele que não prescinde da eterna ajuda estatal (que um dia sempre seca), o próprio liberalismo econômico também não serve de panacéia. Digo isto... 'econômico', pois o liberalismo original de um A.Smith não era só isto, havia toda uma crítica moral imbuída em suas análises econômicas.

28 maio 2007

O Homem e o Mundo Natural

Quando era garoto, na periferia de Porto Alegre onde me criei, havia uma espécie de limbo entre o meio urbano e o rural. De meu edifício de quatro andares, eu avistava um campo onde os bois e vacas pastavam. Não havia uma transição gradual como na maioria de nossas cidades atuais, era abrupta. Acostumei-me tanto a esta paisagem sui generis que ao avistar as paisagens citadinas de hoje, sinto um estranhamento pelo que, na realidade, é “normal”.

04 maio 2007

O Império do Homem-Massa

Esse livro chama-se A Rebelião das Massas, do filósofo espanhol José Ortega y Gasset. E, assim como estou lendo-o, também estou vivendo-o na prática através da insuportável rotina anti-civilizacional que caracteriza nosso país. Sim, novamente o incômodo inspirador vem de uma biblioteca universitária onde as pessoas simplesmente não calam a boca. Para um povo bárbaro como o brasileiro - mesmo entre os mais endinheirados, onde se acredita que a fortuna no bolso permite-lhes atestar o QI -, uma biblioteca de uma universidade particular pode transformar-se numa barlhenta churrascaria. Faltam apenas os livros virarem carvão.