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18 maio 2010

Notas sobre um mundo à beira do abismo

O encontro entre Morales e Bento XVI é mais ou menos como o encontro entre um bárbaro e um candidato à santo: há um abismo instransponível entre a ignorânica absoluta de um e a representação potifícia de Deus do outro. O reino deste mundo tem dessas bizarrices.

12 setembro 2008

Bolivóbvio lulante

Reflexão de primeira hora, com fatos de última hora, do que está acontecendo na Bolívia e das relações do governo deste país com o brasileiro apontam para um cenário macabro, de uso da força, intervenção, do Brasil, na região. Mas o Exército, as Forças Armadas, não têm tal tradição. O que irá acontecer? Sulamericanamente se acomodar?

27 novembro 2007

Rumo à ditadura continental

Nunca é demais prestar um pouco de atenção no que vem ocorrendo na Venezuela e na América Latina.

25 agosto 2007

Uma entrevista muito democrática

Quando questionado pelo repórter se não havia uma hipocrisia de sua parte em apoiar o regime cubano que nega a liberdade de escolha de seus líderes, ao passo que ele mesmo fora eleito presidente da Bolívia, Morales ficou revoltado com a questão e indagou a suposta hipocrisia da pergunta. Sua cara-de-pau não parou por aí: exigiu "muito respeito" e esperava que fosse questionado sobre a situação econômica de seu país. Em seguida, quando a entrevista chegou na questão do narcotráfico, Morales se revoltou e se retirou da entrevista.

04 junho 2007

O que fazer?

...
Uma nova onda toma conta de nosso subcontinente e, ao contrário do que dizem, não acho difícil subvertê-la. Temos instrumentos muito mais eficazes que o inimigo (eles são, intelectualmente, fracos). Mas, nossa ausência e atitude derrotista pode sim, lhes conferir a vitória. Contamos com uma certa vantagem, a própria desorganização de seus movimentos e espírito anárquico que lhes serve de base, pode ser utilizada para orientarmos várias das suas demandas sociais em prol da economia de mercado e das instituições democráticas.

20 maio 2007

Rio da discórdia

A construção de um complexo energético no Rio Madeira, no estado de Rondônia, envolve mais do que as disputas comezinhas entre órgãos ambientais, como o IBAMA e o Executivo brasileiro. Há mais "lingüiça debaixo desse angu", como já dizia minha avó...
Enquanto o país "deitado em berço explêndido" dorme em sono profundo, os "bolivarianos de plantão" capitaneados pelo Sr. Hugo Chávez com seu capacho-filial, Evo Morales, lutam para desestabilizar os planos e projetos de desenvolvimento nacional, com todo tipo de crítica. Da crítica mais frequentemente usual como o "impacto ambiental" ou o "dano ecológico" até a acusação de "imperialismo" ao Brasil, de se pautar em um "Destino Manifesto" assimilado dos EUA ou ainda de "representarmos as raças brancas na América Latina" etc. são os recursos propagandísticos e ideológicos no ataque ao cambaleante capitalismo brasileiro.
Não sou fã de Lula e do atual governo que aí está, mas torço por uma integração de forças com o governo de George Bush, para que nos afastemos deste eixo estúpido anti-capitalista latino-americano que se esboça.
Já que não temos, força própria (por falta de visão) que, pelo menos, nos aliemos com quem tem tradição e objetivo em prol do desenvolvimento capitalista, da defesa da propriedade privada, da liberdade de expressão e do livre comércio.
A batalha contra o petismo (ou a "mexicanização da política brasileira") é outra frente de batalha. Simultânea, mas que tem que ser, estrategicamente, separada. O que não podemos agora é, em nome de nossa antipatia ao governo que aí está, é nos dispersarmos e com isto, colaborarmos indiretamente à ascensão de Hugo Chávez.