19 agosto 2011

Velha infância

Ontem fui ao meu antigo prédio em busca de algumas possíveis correspondências, pois, apesar de de lá já termos saído há quase 9 anos, ainda há quem mande cartas para aquela antiga morada, como se por lá ainda vivêssemos.

10 julho 2011

Dicas para ser um Intelectual de Boteco

Não é raro toparmos com o conhecido "intelectual de bar". Creio que qualquer um já conheceu essa figura. Pensando nela, elaborei essa lista que, embora um pouco desordenada, é bastante realista: 1-Seja um apreciador devoto de bares, cafés e restaurantes, ao ponto de vê-los não só como sítios para refeições e conversas leves, mas como também ideais para a formação intelectual;

02 junho 2011

Declaração de Brasília sobre células-tronco. Resgatando o que dissemos em 2008

3.Pretende-se contrapor a vida dos embriões congelados na data da promulgação da Lei de Biossegurança, nº 11.105, de 24 de março de 2005, à terapia e cura de muitos que padecem de doenças graves em nosso País. Não temos receio em afirmar com toda ênfase, que tal dilema é falso; como consta de texto divulgado por 57 cientistas norte-americanos, em 27 de outubro de 2004, bastante atual: “Baseado nas evidências disponíveis, ninguém pode predizer com certeza se as células-tronco embrionárias humanas, em alguma época, produzirão benefícios clínicos, e, muito menos, benefícios que não sejam obtidos por outros meios menos problemáticos do ponto de vista ético”.

01 junho 2011

Ministro Haddad compara críticos do "Quiti Inguinoranssa" a fascistas

Conforme o site Último Segundo, hoje, na audiência pública no Senado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, chamou de "atitude fascista" criticar o livro "Por uma vida melhor" sem antes tê-lo lido.

17 março 2011

Geração À Rasca

Por estes dias, fala-se muito em Portugal sobre a “geração à rasca”: o movimento que engloba cidadãos descontentes com o estado calamitso do quadro econõmico, político e social do país. Composto por todo tipo de gente, mas principalmente por estudantes, o movimento organizou, na semana passada, manifestações em algumas cidades do país (Coimbra, inclusive), protestando contra a crise, o desemprego, o corte nos auxílios estatais, a precariedade laboral, o estado da educação, entre outras causas.

Kadhafi anuncia ataque a Benghazi

É provável que Kadhafi consiga retomar a cidade e esmagar a rebelião. Se tal acontecer, a ONU e a tão propalada “comunidade internacional” terão sim culpa pela perpetuação de uma das mais antigas ditaduras africanas.

06 janeiro 2011

Preposto ou chefona?

Não há contradição real em "ser um poste" do PT e de Lula e ser autoritária: um tenente pode muito bem ser um mandão duro com seus praças e, ao mesmo tempo, um fidelíssimo subordinado de seus superiores.

25 outubro 2010

Popular, sim. Grande, não!

Enviado por Ricardo Noblat -


Bolinha de papel, rolo de fita crepe, pano de bandeira, chumaço de algodão - nada pode ser usado de forma hostil para atingir alguém sob pena de tal ato configurar uma agressão.
O que militantes do PT foram fazer no calçadão de Campo Grande, no Rio de Janeiro, quando o candidato José Serra (PSDB) esteve por lá na tarde da última quarta-feira em busca de votos?
Não foram saudá-lo democraticamente. A tal ponto de civilidade não chegaremos tão cedo.
Aos berros, munidos de bandeiras e dispostos a tudo, tentaram impedir que o candidato e seus correligionários exercessem o direito de ir e de vir, e também o de se manifestar, ambos assegurados pela Constituição.
O PT tem uma longa e suja folha corrida marcada por esse tipo de comportamento violento, autoritário e reprovável, que deita sólidas raízes em suas origens sindicais.
A força bruta foi empregada muitas vezes para garantir a ocupação ou o esvaziamento de fábricas. E também para se contrapor à força bruta aplicada pelo regime militar na época em que o PT era apenas uma generosa idéia.
Para chegar ao poder, o PT sentiu-se obrigado a ficar parecido com os demais partidos – para o bem ou para o mal. Mas parte de sua militância e dos seus líderes não abdicou até hoje de métodos e de práticas que forjaram sua personalidade. É uma pena. E um sinal de atraso.
Uma vez no poder, vale tudo para permanecer ali.
Vale o presidente da República escolher sozinho a candidata do seu partido.
Vale ignorar a Constituição e deflagrar a campanha antes da data prevista.
Vale debochar da Justiça.
Vale socorrer-se sem pudor da máquina pública para fins que contrariam as leis.
Vale intimidar a Polícia Federal para que retarde investigações que possam lhe causar embaraços. E vale orientá-la para que vaze informações manipuladas capazes de provocar danos pesados a adversários.
No ocaso do primeiro turno, pouco antes de Dilma se enrolar na bandeira nacional e posar para a capa de uma revista como presidente eleita, a soberba de Lula extrapolou todos os limites.
Ele foi a Juiz de Fora e advertiu os mineiros: seria melhor para eles elegerem um governador do mesmo grupo político de Dilma.
Foi a Santa Catarina e pregou irado a pura e simples extirpação do DEM.
Foi a São Paulo, investiu contra a imprensa e proclamou com os olhos injetados: "A opinião pública somos nós".
O mais sabujo dos auxiliares de Lula reconhece sob o anonimato que o ataque de fúria do seu chefe contribuiu para forçar a realização do segundo turno.
Não haverá terceiro turno.
Se desta vez as pesquisas estiverem menos erradas, Dilma deverá se eleger no próximo domingo – e até com uma certa folga.
Mas a eleição ainda não acabou, meus senhores. A história está repleta de casos onde um passo em falso, um gesto impensado ou uma surpresa põe tudo a perder.
O que disse Lula a respeito do episódio do Rio protagonizado por Serra e por militantes do PT só confirma uma vez mais o quanto ele é menor - muito menor - do que a cadeira que ocupa há quase oito anos.
Lula foi sarcástico quando deveria ter sido solidário com Serra, de resto seu amigo de longa data.
Foi tolerante e cúmplice da desordem quando deveria tê-la condenado com veemência.
Foi cabo eleitoral de Dilma quando deveria ter sido presidente da República no exercício pleno da função.
Sua popularidade poderá seguir batendo novos recordes -e daí? Não é disso que se trata.
Popularidade é uma coisa passageira. Grandeza, não. É algo perene. Que sobrevive à morte de quem a ostentou.
Tiririca é popular. Nem por isso deve passar à História como um político de grandeza.
No seu tempo, Fernando Collor e José Sarney, aliados de Lula, desfrutaram de curtos períodos de intensa popularidade. Tancredo Neves foi grande, popular, não.
Grandeza tem a ver com caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade. Tudo o que falta a Lula desde que decidiu eleger Dilma a qualquer preço.
Enviado por Ricardo Noblat -
25.10.2010
| 8h01m
Comentário

Popular, sim. Grande, não!

Bolinha de papel, rolo de fita crepe, pano de bandeira, chumaço de algodão - nada pode ser usado de forma hostil para atingir alguém sob pena de tal ato configurar uma agressão.
O que militantes do PT foram fazer no calçadão de Campo Grande, no Rio de Janeiro, quando o candidato José Serra (PSDB) esteve por lá na tarde da última quarta-feira em busca de votos?
Não foram saudá-lo democraticamente. A tal ponto de civilidade não chegaremos tão cedo.
Aos berros, munidos de bandeiras e dispostos a tudo, tentaram impedir que o candidato e seus correligionários exercessem o direito de ir e de vir, e também o de se manifestar, ambos assegurados pela Constituição.
O PT tem uma longa e suja folha corrida marcada por esse tipo de comportamento violento, autoritário e reprovável, que deita sólidas raízes em suas origens sindicais.
A força bruta foi empregada muitas vezes para garantir a ocupação ou o esvaziamento de fábricas. E também para se contrapor à força bruta aplicada pelo regime militar na época em que o PT era apenas uma generosa idéia.
Para chegar ao poder, o PT sentiu-se obrigado a ficar parecido com os demais partidos – para o bem ou para o mal. Mas parte de sua militância e dos seus líderes não abdicou até hoje de métodos e de práticas que forjaram sua personalidade. É uma pena. E um sinal de atraso.
Uma vez no poder, vale tudo para permanecer ali.
Vale o presidente da República escolher sozinho a candidata do seu partido.
Vale ignorar a Constituição e deflagrar a campanha antes da data prevista.
Vale debochar da Justiça.
Vale socorrer-se sem pudor da máquina pública para fins que contrariam as leis.
Vale intimidar a Polícia Federal para que retarde investigações que possam lhe causar embaraços. E vale orientá-la para que vaze informações manipuladas capazes de provocar danos pesados a adversários.
No ocaso do primeiro turno, pouco antes de Dilma se enrolar na bandeira nacional e posar para a capa de uma revista como presidente eleita, a soberba de Lula extrapolou todos os limites.
Ele foi a Juiz de Fora e advertiu os mineiros: seria melhor para eles elegerem um governador do mesmo grupo político de Dilma.
Foi a Santa Catarina e pregou irado a pura e simples extirpação do DEM.
Foi a São Paulo, investiu contra a imprensa e proclamou com os olhos injetados: "A opinião pública somos nós".
O mais sabujo dos auxiliares de Lula reconhece sob o anonimato que o ataque de fúria do seu chefe contribuiu para forçar a realização do segundo turno.
Não haverá terceiro turno.
Se desta vez as pesquisas estiverem menos erradas, Dilma deverá se eleger no próximo domingo – e até com uma certa folga.
Mas a eleição ainda não acabou, meus senhores. A história está repleta de casos onde um passo em falso, um gesto impensado ou uma surpresa põe tudo a perder.
O que disse Lula a respeito do episódio do Rio protagonizado por Serra e por militantes do PT só confirma uma vez mais o quanto ele é menor - muito menor - do que a cadeira que ocupa há quase oito anos.
Lula foi sarcástico quando deveria ter sido solidário com Serra, de resto seu amigo de longa data.
Foi tolerante e cúmplice da desordem quando deveria tê-la condenado com veemência.
Foi cabo eleitoral de Dilma quando deveria ter sido presidente da República no exercício pleno da função.
Sua popularidade poderá seguir batendo novos recordes -e daí? Não é disso que se trata.
Popularidade é uma coisa passageira. Grandeza, não. É algo perene. Que sobrevive à morte de quem a ostentou.
Tiririca é popular. Nem por isso deve passar à História como um político de grandeza.
No seu tempo, Fernando Collor e José Sarney, aliados de Lula, desfrutaram de curtos períodos de intensa popularidade. Tancredo Neves foi grande, popular, não.
Grandeza tem a ver com caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade. Tudo o que falta a Lula desde que decidiu eleger Dilma a qualquer preço.

19 agosto 2010

Veja nunca erra!

Jornalistas da VEJA assinam disparates de dimensões bíblicas quando o assunto é religião.
Há quase três anos Reinaldo Azevedo, o Esaú tupiniquim que trocou sua credibilidade pela lentilha* de sua submissão ao PSDB e ao Papa, escreveu em seu blog hospedado na Veja online:
“Se você conhece mesmo Santo Tomás, sabe que ele jamais chamaria de ciência a concepção imaculada. Volte aos livros. O que é matéria de fé está fora do escrutínio científico. Mesmo as provas da existência de Deus, na Suma Teológica, são exercícios lógicos. Assim, em termos estritamente tomistas, Maria ter concebido virgem não pode jamais ser um ‘absurdo’ porque há uma condição anterior a qualquer verificação da experiência: ‘é preciso crer’.”
Comentei, no dia seguinte, no Pugnacitas: “Ele acha que Imaculada Conceição se refere à concepção de Jesus, nascido de uma virgem. (...) Imaculada Conceição significa que ela (Maria) teria nascido sem pecado original.”
Continue lendo aqui.

18 agosto 2010

Libertários de todo o Brasil, amadurecei-vos!

Às vezes tenho surpresas deveras agradáveis na internet.

17 agosto 2010

A política e seus dilemas

Não concebo como alguém que se interesse mais a fundo pela política (isto é, que não considere como política apenas o que sai publicado na mídia) não tenha dilemas congêneres aos de Pedro Sette-Câmara. Para essas pessoas, pensar o político não tem nada a ver com ter para já respostas prontas e simples capazes de atender às complexidades dos temas políticos. É inevitável se defrontarem com tensões, contradições e dificuldades, como, por exemplo a tensão entre liberdade e autoridade; a legitimação do poder; as relações entre democracia e liberdade; a melhor forma de governo e o melhor regime; relações entre política e direito; a tensão entre o ser e o dever ser; etc.

Book Review: "O Senhor Ventura", de Miguel Torga

Miguel Torga usa frequentemente em suas obras as imagens de um Portugal rural, onde a faina diária dos homens para a subsistência está presente e compõe um dos elementos essenciais da narrativa. Os diversos elementos agrários – a semente, a terra, a colheita, o pão, a água, o trabalho- são, em sua prosa, imagens radiantes de vida que, escritos num estilo lírico e contido (Torga é um mestre em resumir numa frase o que outros escritores levariam várias delas para dizer o que querem) fazem o que talvez seja uma das obras mais interessantes da literatura portuguesa do século XX.

13 julho 2010

Um Momento Cívico

Instituto Histórico e Geográfico de Santos, 29 de junho de 2010. Palestra sobre José Bonifácio de Andrada e Silva, proferida pelo historiador Jorge Caldeira.

No dia 28 de junho de 2010, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, o célebre historiador Jorge Caldeira proferiu uma palestra sobre José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência. Eu já sabia que ele era muito bom, mas as minhas expectativas foram superadas. A seguir, compartilho com o leitor o conteúdo da palestra. Como já li muito sobre o assunto, uns poucos detalhes foram acrescentados por mim para dar um elo mais consistente ao que lembrava da palestra. Peço desculpas por qualquer imprecisão, já advertindo que eventuais erros históricos ou informações duvidosas, provavelmente, se devem ao autor destas linhas, não ao autor da palestra. Ao tema.

05 junho 2010

“MATRIMÔNIO” HOMOSSEXUAL: Quando as “Palavras” e o “Direito” já não (re)presentam a realidade.

E conhecereis a Verdade (Alethéia) e a Verdade vos libertará (...) A Palavra (Logos) é a Verdade (Alethéia] – Jesus Cristo, no ano 28.

A partir do século passado, com a derrocada do soberbo projeto da modernidade da humanidade, estabelecido no “século das luzes” que desvanecem (o século XVIII), e, por certo, transliterado na máxima conteudística de que “o homem é a medida de todas as coisas” e a Razão é a plena expressão da divindade em nós, e, por assim ser, com o surgimento da chamada pós-modernidade da humanidade – a época áurea dos relativismos, onde não há mais o Caminho, a Verdade e a Vida, mas “caminhos”, “verdades” e “vidas” –, passamos a viver em um momento da história da humanidade onde as Palavras que dizemos e o Direito sob o qual vivemos, definitivamente, já não (re)presentam a realidade na qual existimos. Vivemos, desgraçada e alienadamente, a operação do erro e da mentira em seu máximo nível semântico, num estado de hipnose mental legitimado e legalizado, sob a égide de uma ordem individual e social na qual não nos reconhecemos mais.

Um típico exemplo desse estado de coisas descrito acima é o caso do chamado “Matrimônio” Homossexual. (Continue lendo aqui)

31 maio 2010

Vídeo: Ainda não se dissipou a névoa da tragédia de Katyn


O acidente aéreo que tirou a vida do presidente polonês e de outras 95 pessoas que compunham seu governo ainda permanece sob a forte névoa russa. (Cfr. post: Depois de 70 anos, aumenta o número de mortos em Katyn, 11/5/2010)

Até a pouco o governo russo não liberava o conteúdo das três caixas-pretas para análise dos peritos poloneses e agora Moscou enviou CDs contendo a gravação "autêntica" delas. (Cfr: Gazeta Wyborcza, 31/5/2010).

CDs?

Pela restauração dos absolutos

Política, e o conhecimento válido a respeito do assunto, não se reduzem meramente a achismos, mera subjetividade, atribuir culpa a esta ou aquela corrente, ou que “falou em política, falou em sujeira”, como se esta dimensão da natureza do homem, como se este ramo do conhecimento, fosse algo essencialmente maligno. Se é, por que se tem tanta esperança que processos, planejamentos, agentes, ideologias e partidos políticos podem trazer melhorias concretas para a sociedade? Clique no título e leia "Pela restauração dos absolutos" na íntegra.

21 maio 2010

O Cristianismo na Era do Estado do PT e do Governo Lula (2003-2010). [Parte 6]

Uma análise reflexiva do processo de desconstrução dos preceitos e conceitos do ‘logos’ e do ‘ethos’ Cristão empreendido pelas políticas públicas do PT e do Governo Lula.

Fazendo um summarium do que vimos até o presente momento nesta série de artigos sobre a Era do Estado do PT e do Governo Lula, podemos assentir que, nestes últimos oito anos, nunca se viu, articuladamente, tantas ações programáticas e políticas públicas contra os preceitos e valores do Cristianismo. Assim, vimos nos artigos antecedentes, que o inventário de proposições executivas e legislativas dos últimos anos beira o ad infinitum.  O Estado Petista-Lulista promoveu uma digamma de proposições e programas, fundamentalmente, anticristãos. Assim, demonstramos e analisamos que, na consecução da plataforma governamental petista, com o sibilino e peremptório intento de descontruir o Ethos e o Logos cristão na sociedade brasileira, foram apresentadas diversas proposições e programas que visaram à promoção da cultura homossexual (1), de práticas abortivas e esterilizantes (2), à desconstrução dos princípios da Família (3) e proposições e programas que visaram – e visam – ao estabelecimento de um Estado totalitário e anticristão (4).

Pois bem. Neste sexto artigo – depois de termos examinado analiticamente as categorias (1), (2) e (3) –, procederemos à análise das principais proposições e programas que visam ao estabelecimento de um totalitarismo e anticristianismo estatal (4). Para fazê-lo, gostaríamos de, inicialmente, apresentar uma citação da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, dada esta semana. Depois, faremos alguns comentários à mesma como introito à temática sub examine neste ensaio de hoje. Vejamos, pois.

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