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26 abril 2007

O papa quer ser pop

Pedro Sette Câmara, em seu blog O Indivíduo pretendeu me criticar. É verdade que o fez, mas em boa parte atribuindo-me coisas não ditas ou pressuposições de sua parte. Em outros momentos, o meu crítico simplesmente alega saber mais, ou saber o que liberais não sabem. Bem, vejamos quanto nosso crítico sabe ler e entender...

Comecemos por seu pretensioso título: Os liberais do Brasil precisam estudar mais. Ora, nada mais evidente. Quem não precisa "estudar mais"? Posso sugerir inclusive que façam o mesmo os religiosos, teístas em geral. Por que não? Daí todos ganharíamos e não seríamos obrigados a ouvir suas bobagens sobre política.

(...)

07 abril 2007

Uma análise infernal

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Ao invocar o conceito marxiano de “alienação” e dizer que o mesmo “forneceu uma imagem clara do homem vitimado por bandidos”, o Papa Bento XVI parte de um pressuposto, o de que as pessoas têm um desejo não satisfeito de realização. Pelo menos, assim pensava Karl Marx, em quem o papa se baseou. Não esqueçamos que tudo em Marx corrobora, teleológica e objetivamente falando, para um colapso do capitalismo. Não fosse isto não haveria nada demais em citar Karl Marx. Nada de mais, bem como desnecessário, pois alienação pode ter um significado bastante genérico como “falta de percepção de significado”. Mas, se entender que o significado de algo corresponde a mudar uma realidade criando um novo mundo, o autoconhecimento enquanto ser alienado para não alienado significa, no entendimento marxiano, passar de “classe em si” para uma “classe para si”. Sim, desconsidera-se o individuo para pensarmos em uma categoria coletiva, a classe social.